O Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência e as demais autarquias e fundações estaduais (Detran-RJ, UERJ, Faperj, Faetec, DER-RJ e outras) estão no regime especial de pagamento de precatórios e formam uma lista única no TJRJ, administrada pela Secretaria-Geral de Gestão de Precatórios. A Prefeitura do Rio está no regime geral, com fila própria e muito mais curta.
Até 2025, a Constituição dava ao Estado até 31 de dezembro de 2029 para pagar todo o estoque. A Emenda Constitucional 136, de setembro de 2025, tirou esse prazo e passou a fixar um percentual anual da receita, por faixa de dívida. O plano do Rio para 2026 é de 1,5% da receita corrente líquida, R$ 1,39 bilhão, com parcelas mensais de R$ 125,7 milhões; em 2025 o plano era de 2,86% (R$ 2,16 bilhões). Parte dos depósitos de 2026 foi para a conta de acordos até abril.
Pelo Mapa Anual do TJRJ, em 2025 o Estado pagou R$ 593 milhões em precatórios da administração direta e o Rioprevidência, R$ 367 milhões, enquanto foram expedidos R$ 1,76 bilhão e R$ 798 milhões em novos precatórios. A correção também mudou: desde 1º de agosto de 2025, o precatório é corrigido pelo IPCA mais 2% ao ano, limitado à Selic. As novas regras estão sendo questionadas no Supremo Tribunal Federal (ADI 7873), ainda sem decisão.
Em resumo: a fila do Rio anda, mas entra mais do que sai, e o aporte de 2026 é menor do que o de 2025. O que define o seu caso é o ano do orçamento do seu precatório na lista do TJRJ, e a seção de consulta abaixo mostra como encontrá-lo.