Mulher em casa sentada na mesa analisando documento com laptop mostrando prós e contras da venda de precatórios

A venda de precatórios vale a pena? Prós, contras e deságio aplicado

Por João Carlos Garcia, CEO da Preks e ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal 
Última atualização: 23/08/2026

A venda de precatórios pode valer a pena, porque você troca a espera pelo pagamento na fila do governo pelo dinheiro na conta agora, aceitando um desconto sobre o valor nominal do crédito. 

No mercado privado, esse desconto em precatórios costuma ficar entre 30% e 50%, e o percentual exato aplicado vai depender da empresa compradora e da natureza do documento.

Decidir entre vender ou esperar também depende de quanto falta até o pagamento, da sua urgência por dinheiro e do tipo de precatório que tem em mãos: federal, do INSS ou estadual. 

Veja neste artigo:

Vantagens de vender um precatório 

Trocar anos de espera por liquidez em poucos dias é o ganho principal da venda de precatórios, mas não é o único:

  • Liquidez imediata: em vez de esperar o cronograma orçamentário do ente público, o valor cai na sua conta em poucos dias.
  • Mais previsibilidade: a correção de um precatório pode ficar abaixo da inflação ao longo dos anos de espera, e vender trava um valor conhecido hoje.
  • Uso estratégico do dinheiro: para quitar uma dívida cara ou aproveitar uma oportunidade costuma valer mais do que um valor maior, mas incerto, no futuro.
  • Não precisa ser tudo ou nada: dá para vender só uma parte do precatório e manter o restante na fila.

Desvantagens de vender um precatório 

Por outro lado, nem tudo é vantagem no processo de venda de precatórios. O deságio é um deles: principal custo da operação, o percentual de desconto exato depende do prazo estimado, do tipo de precatório e da situação da documentação.

Mesmo quando o deságio está dentro da média, ainda é menos do que receberia esperando o pagamento integral pelo governo.

Além disso, nem todo caso avança. Uma pendência documental, penhora ou disputa em curso podem travar ou atrasar a análise do precatório pela empresa que for comprar.

Como funciona a venda de precatórios?

Na prática, o processo de venda de qualquer tipo de precatório funciona assim:

  1. Você envia o Ofício Requisitório do precatório;
  2. É feita uma análise do documento e enviada uma proposta;
  3. Se a proposta for aceita, o contrato de cessão, previsto nos arts. 286 a 298 do Código Civil, é assinado online;
  4. A cessão passa por habilitação e homologação no tribunal como formalização legal;
  5. Com a transferência do crédito aprovada, é feito o pagamento na conta bancária informada, geralmente no mesmo dia. 

Depois que a Preks passou a aplicar IA na due diligence, esse processo ficou mais rápido e o prazo entre a análise e a formalização caiu para 5 a 7 dias úteis na maioria dos casos.

A equipe jurídica da empresa envia uma proposta transparente, com valor e deságio explicados, sem letra pequena. O contrato de cessão é assinado online, com registro em blockchain, trazendo mais segurança para a operação.

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Para o passo a passo completo, leia o guia prático de como vender seu precatório de forma segura e eficiente.

Precatório federal, do INSS ou estadual: o deságio muda na venda? 

Muda, e bastante. O tipo de precatório define o tempo de espera na fila, e ele é o que mais influencia o deságio aplicado na venda de precatórios. 

No pagamento, a fila federal segue a ordem cronológica do art. 100 da Constituição Federal e, desde a Emenda Constitucional 136/2025, a data-limite para entrar no orçamento do ano seguinte passou de 2 de abril para 1º de fevereiro. 

A Preks compra precatórios federais, estaduais e municipais. Desde 2018, a empresa já transacionou mais de R$ 200 milhões na venda de precatórios.

Vender o precatório ou esperar: comparativo 

O comparativo abaixo ajuda a visualizar o que muda entre vender o precatório agora e aguardar o pagamento pelo governo.

Vale a pena vender o precatório? Como decidir 

Em vez de se perguntar se vale a pena vender o precatório, em geral, a pergunta certa é: o valor líquido de hoje resolve mais coisas do que o valor cheio resolveria dentro de alguns anos? 

A venda de precatórios faz mais sentido quando existe uma necessidade financeira concreta e ele está longe da fila de pagamento. Esperar faz mais sentido quando o crédito é alimentar, com fila preferencial e não há pressa de receber. 

De qualquer forma, compare pelo menos duas propostas com o mesmo valor base. É a forma mais simples de saber se o deságio é justo.

Dúvidas comuns sobre a venda de precatórios

As perguntas abaixo reúnem as dúvidas que mais aparecem entre quem está decidindo se vende ou não o precatório.  

Quanto pagam por um precatório?

O pagamento por um precatório federal geralmente fica entre 50% e 70% do valor nominal, com deságio conforme a análise de cada caso. A porcentagem exata vai depender do tipo de precatório, da situação da documentação e do prazo de pagamento previsto.

Na Preks, o deságio aplicado é de 20% a 40% e você recebe entre 60% e 80% do valor do precatório, conforme o prazo e a documentação. 

É vantajoso vender precatórios?

Não existe resposta igual para todo mundo. Para quem precisa do dinheiro agora, é vantajoso. Para quem pode esperar ou o precatório já está perto do pagamento, pode valer mais a pena esperar e receber o valor cheio. 

Qual o melhor banco para vender precatórios?

Bancos tradicionais, em geral, não compram precatórios diretamente. Quem opera esse mercado são fundos de investimento e empresas especializadas, como a Perks, regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Na hora de escolher para quem vender o precatório, o que importa é a segurança jurídica, transparência no deságio e histórico de operações que a empresa compradora possui. 

Conclusão

A venda de precatórios é fazer a cessão a uma empresa especializada, que paga o valor do documento à vista, com deságio. 

A operação é regida pelo art. 100 da Constituição Federal, pelos arts. 286 a 298 do Código Civil e não depende da concordância do ente devedor. O ganho de antecipar é ter o dinheiro agora, e o custo é receber menos do que o valor de face.

Nenhuma das duas opções é a resposta certa para todo mundo. A escolha depende do momento financeiro, do tipo de precatório e de quanto tempo falta esperar na fila até o pagamento. 

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Sobre o autor: João Carlos Garcia é CEO da Preks e ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal. Com mais de três décadas de experiência no sistema financeiro brasileiro, lidera a empresa desde 2019, em operações de cessão de precatórios que já somam mais de R$ 200 milhões.

Este artigo é informativo. Não substitui análise jurídica, tributária ou financeira do seu caso concreto. Para uma simulação personalizada, entre em contato com a Preks.